Do Prefácio:
“(...) Pela leitura do livro que aqui temos à nossa frente nota-se que ele pretende ser um repositório histórico da vida de uma paróquia congregada à volta da sua matriz. Nele encontramos um memorial da Paróquia de S. Martinho com as suas vicissitudes e conquistas, com os seus momentos mais briosos e outros que o foram menos, com as suas tradições e particularidades mais marcantes.(...)
Não podemos esquecer que as gerações comunicam entre si também e sobretudo por lugares simbólicos como estes. E a Igreja paroquial é um instrumento dos mais eficazes para garantir o diálogo intergeracional; ela fomenta e garante as correspondências ao longo do tempo, com o diálogo transversal entre as pessoas que chegam e partem; e o diálogo vertical entre culturas que identificam gerações sucessivas.
Vamos encontrar no livro que temos à nossa frente respostas para muitas perguntas que é legítimo fazer diante da nossa matriz com o seus trezentos anos de serviço prestado à comunidade.
A memória futura pedia, sem dúvida, uma iniciativa como esta; mas também os actuais fundanenses vão certamente sentir, com ajuda desta publicação, renovado orgulho na sua matriz.”
Guarda e Paço Episcopal, 31 de Outubro de 2007
† Manuel Felício
Bispo da Guarda
Palavras Prévias
No presente volume, se outros méritos nele não houvesse, está indubitavelmente explanada a intenção de versar (com enorme alcance e em objectivo primordial) sobre a vida concreta de uma comunidade específica: a da paróquia fundanense em redor do seu templo paroquial. Nele encontramos os traços que permitem desenhar a nossa identidade colectiva ao longo de oito séculos – lapso temporal que coincide, grosso modo, com a história do nosso país. E dado esse paralelismo podemos, ao longo da obra, estabelecer relações da história particular para a global e encontrar os fundamentos que permitem explicar e compreender a nossa cultura colectiva através dos tempos.(...)
(...) Nos dias que correm, onde o superficial e o efémero tendem a conquistar lugar nas mentalidades, é imperioso sabermos de onde vimos e mergulhar no nosso passado para encontrarmos a identidade que nos proporciona a consciência comunitária imprescindível para fazermos face às ameaças globalizadoras – e banalizadoras – da cultura, cultura autêntica, da cultura que pulsa diariamente no seio das populações.
(...) Este livro vai pois ao encontro dessa preocupação: lê-lo é sabermos um pouco mais da nossa razão de ser; lê-lo é percebermos que o nosso percurso colectivo foi feito de obstáculos que se venceram; de conquistas estóicas e vontades decididas. É toda uma lição dos nossos antepassados que devemos estimar e seguir.(...)
Uma palavra de apreço pelo trabalho desenvolvido por toda a equipa multidisciplinar, envolvida nesse projecto. Ao autor do livro, Dr. João Mendes Rosa e sua equipa de produção, as minhas sinceras felicitações pela obra que nos proporcionaram.
Manuel Frexes
Presidente da Câmara Municipal do Fundão
Da introdução:
“(...) Hoje, como ontem, esta obra de restauro da Igreja Matriz (edifício), nestes seus 300 anos de existência, foi possível porque uma panóplia de pessoas disponíveis assim o quis. Seria injusto à História da nossa Comunidade Cristã se hoje não lhes fizéssemos esta referência. Não é necessário apontar nomes: eles e seu trabalho foram bem visíveis.
Vamos estar diante de um livro que provoca a reflexão e exercita a memória, tantas vezes descuidada na azáfama do pacato quotidiano, onde o acessório se torna fundamento e o fundamental um acessório. (...)”
Pe. Jorge Colaço