


Título: SENTIDOS - Fotobiografia
Serra da Maúnça - da Enxabarda ao Açor
Rio Zêzere - do Cabeço do Pião à Barroca e Janeiro de Cima
Formato: 23 x 23 cm
Composição: InDesign (paginação); Illustrator (ilustração); Photoshop (imagem)
Impressão do miolo: Estampado offset em quadricomia (4x4tintas) + UV
Suporte: Papel estucado mate de 135grs
Encadernação: Rústica cozida com fio vegetal
Capa: Estampado offset em quadricomia (4x4tintas)
Suporte: Cartolina estucada mate, verso duplex branca, de 350grs, plastificação cristal 125µm, badanas de 8,5cm.
Conteúdo: 3 cadernos (16pg) - 48 páginas.
Conceito gráfico, plástica e capa: PRYUS, Lda. / Belarmino Lopes.
Separação de cor e produção de fotolito a partir de .pdf
Impressor escolhido pela Pryus, Lda.: Gráfica Almondina (Torres Novas - Portugal).
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A propósito da inauguração de um dos espaços culturais da cidade - A Moagem, Cidade do Engenho e das Artes - a Câmara Municipal do Fundão convidou-nos a apresentar uma proposta de exposição fotográfica que (e se) integrasse naquela iniciativa.
Como solução, entendemos apresentar o resultado de vários olhares sobre a nossa região que, aliás, é potenciadora de registos fotográficos únicos. E a melhor forma de o conseguir foi lançar o repto, a nível nacional, a fotógrafos (na sua maioria anónimos) para participar nesta iniciativa. E o resultado ultrapassou as expectativas.
Num total de 53 pessoas inscritas 23 foram selecionados para integrar a exposição.
Como resultado do sucesso decidiu a autarquia requisitar a publicação do presente catálogo.
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do Prefácio:
Há muito que conheço e reconheço as qualidades do Belarmino Lopes enquanto caçador subtil de instantâneos pictóricos. Desde sempre o vejo de joelho flectido e mira apontada para um qualquer alvo, que passou obviamente despercebido aos olhos mais desavisados, mas que ele sabe sempre valorizar na ocasião exacta, convertendo-o num raro momento de beleza.
Todavia e apesar de possuir uma obra amplamente divulgada e publicada, o nosso fotógrafo volta a usar o factor surpresa como elemento constante de valorização da sua arte. Neste livro reúnem-se sensibilidades irmãs da sua, e descobrimos em todo o contexto fotográfico um fio condutor que meditadamente perpassou por cada uma das objectivas: telas vivas roubadas para sempre à paisagem do xisto e ao instante das águas correntes…
São vinte e três artistas de raro engenho… São muitas as imagens que libertam o odor da Maúnça e soltam o rumorejo ora melancólico ora vivaz do sempre surpreendente Rio Zêzere; testemunhos onde o real se mascara de fantástico e é a própria natureza que nos guia nos trilhos que o homem nela deixou.
E depois, depois há todo um céu incomparável, omnipresente e límpido no qual se espelha o labor de quem resiste ao tempo… ou desistiu dele.
Um abraço amigo
Manuel Frexes
Presidente da Câmara Municipal do Fundão
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da Introdução:
(...) O que aqui deixo sublinhado, a traço breve, já se percebeu, decorre da própria viagem que os meus olhos fizeram pelo trabalho do Colectivo de Fotógrafos, acervo desta exposição sobre geografias próximas que englobam o património – os patrimónios - da Serra da Maúnça e do Rio Zêzere e suas realidades humanas arteriais. A ideia do Belarmino Lopes, ao convocar 23 fotógrafos para olharem estes territórios, na sua maior parte à procura de se surpreenderem a si próprios, permitiu, desde logo, o cruzamento de olhares distanciados e de pesquisa como quem cava à procura de tesouros que, estando às vezes à nossa beira, estão ocultos, sendo por isso necessário trazê-los à superfície.
A diversidade é uma das virtudes desta arqueologia de olhares. Uma fotobiografia que se inicia para nunca estar verdadeiramente completa. Porque estas viagens impõem múltiplos regressos, no fazer e refazer de caminhos, na descoberta de novos e surpreendentes pormenores, nas leituras que cada um, à sua maneira, for capaz de fazer sobre as fotografias, libertando outra vez o tempo para o fazermos nosso.
Fernando Paulouro Neves
Director do Jornal do Fundão





